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INDÚSTRIA E COMÉRCIO

Por: Antonio Salles

O que é Indústria 4.0? Aprenda como ele impacta a sua empresa.

Indústria 4.0 é o termo utilizado para se referir às novas tecnologias implantadas nas indústrias que têm capacidade de mudar toda a sociedade. Nesse texto, você vai aprender tudo sobre a Indústria 4.0 e como ela irá afetar o mercado e a sua empresa.

 

O que é Indústria 4.0?
 

Indústria 4.0 pode ser vista como o segundo nome da Quarta Revolução Industrial. Ela abarca automação e tecnologia. As mãos humanas foram substituídas por máquinas há muito tempo. Porém, a Indústria 4.0 vem para revolucionar ainda mais essa realidade, redefinindo o que conhecemos como automação. Antes, automação era a capacidade de uma máquina fazer o trabalho de uma pessoa. Com a Indústria 4.0, a robótica avançou ao ponto que as máquinas conseguem realizar trabalhos muito mais complexos. Isso sem necessitar da interferência humana. 

 

E quando dizemos “trabalhos”, não nos referimos a simples tarefas braçais, mas também pensamento estratégico. Os computadores podem analisar quantidades imensas de dados em velocidades imensuráveis. Ou seja, Indústria 4.0 é a realidade em que a tecnologia é rápida, inteligente e autônoma. 

Quarta Revolução Industrial? 

É isso mesmo que você leu. Revolução é qualquer transformação radical na sociedade. Elas não são qualquer inovação que aparece. Demoram décadas para terem um impacto grande o suficiente para serem reconhecidas. 

Pode-se dizer que a Quarta Revolução Industrial não surgiu de invenções pontuais. E sim de uma tendência desenvolvimentista que mudou toda a estrutura do mercado. 

Para se ter uma ideia, automação e Internet das Coisas (IdC) são duas ferramentas essenciais para a Indústria 4.0. Ainda assim, fala-se a mais tempo nelas do que na Indústria em si. 

 

Indústria 4.0 no Brasil

 

Vários países já perceberam os benefícios da Indústria 4.0 e começaram a incentivá-la. 

Esse não é um processo fácil e precisa de um comitê de desenvolvimento para analisar em qual nível as indústrias já estão e em qual patamar desejam chegar. Somente então é estabelecido um plano de ação.  

Foi criado em junho de 2017, no Brasil, o Grupo de Trabalho para a Indústria 4.0 (GTI 4.0). Ele tem o objetivo de criar uma agenda para o tema e para isso foram definidas quatro propostas: 

  • Flexibilizar as fiscalizações e trabalhar em incentivos para o maior investimento de capital privado. 
  • Foco no empresário para que consiga melhor assistência para maior produção e menos gastos. Conseguindo, dessa maneira, abranger o maior volume possível de demanda.   
  • Ponderar sobre projetos-piloto e experimentos com neutralidade tecnológica.
  • Equilibrar o apoio financeiro entre grandes e pequenas empresas. 
     

Após muita discussão, a Agenda Brasileira para a Indústria 4.0 foi lançada e ela continha as seguintes etapas: 

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Pilares da Indústria 4.0

Vantagens e Desvantagens da Indústria 4.0:

 

Vantagens
 

As maiores vantagens da Indústria 4.0 são: 

  • Redução dos custos de produção 
  • Mais funcionários livres para realizar funções estratégicas
  • Desenvolvimento de uma nova cultura organizacional 
  • Produção mais flexível
  • Maior velocidade na confecção de um produto
  • Maior acesso do público consumidor ao produto por um preço menor
     

Importante lembrar que todas essas recompensas só são conseguidas após um árduo trabalho de avaliação estratégica do mercado e da própria empresa. Ou seja, um planejamento bem detalhado. Além disso, é preciso coragem porque toda a cultura organizacional da empresa irá mudar. 

 

Desvantagens

A Indústria 4.0, também tem seus problemas. Dentre os principais podemos citar: 

  • Ciberataques e espionagem industrial (hackers)
  • Distribuição do poder a tecnocratas
  • Tecnologias inovadoras serem usadas como armas
  • Inteligências Artificiais sendo usadas para golpes, guerras e fake news.
     

O curioso em relação a todos esses problemas é que o próprio desenvolvimento da Indústria 4.0 iria solucioná-los naturalmente. No caso dos hackers, por exemplo. A melhor forma de combatê-los é desenvolvendo ainda mais as tecnologias para que se tornem mais difíceis de serem invadidas.

Quais os principais desafios da Indústria 4.0?
 

No caso do Brasil, nosso país está sempre engatinhando em relação aos seus concorrentes. A economia brasileira é baseada em produtos pouco valiosos e altamente sujeitos à instabilidade do mercado, além de darem pouco lucro. É difícil implantar a Indústria 4.0 em um país de indústria estagnada, pouca tecnologia e em constante crise econômica. 

 

Para contornar essa situação, o Brasil precisa de profissionais qualificados e que saibam montar um plano de ação bem pensado e que traga resultados.  Ademais, é essencial a criação de uma cultura de criatividade, proatividade e gosto por inovações. Uma melhor infraestrutura em logística e comunicação também é bem vinda. 

Quais mudanças sua empresa pode sofrer? 
 

Entrar na Quarta Revolução Industrial exigirá da sua empresa, processos ágeis, ambientes híbridos e profissionais qualificados. 

Processos ágeis irão economizar custos e aumentar lucros. Isso irá gerar um ciclo virtuoso. Revertendo esse lucro para a própria empresa, ela aumentará a própria produção. Isso aumentará os lucros mais ainda e assim o ciclo recomeça. O ambiente híbrido exigirá grande flexibilidade dos seus funcionários, ainda mais considerando que eles terão de trabalhar com robôs. As pessoas assumirão funções estratégicas enquanto as máquinas, atividades mais operacionais e repetitivas. 

 

Os gestores deverão pesquisar sobre os pilares da Indústria 4.0 e assim poderão mensurar os prós e contras da Indústria 4.0 em suas empresas. Quanto à mão de obra qualificada, se não for possível contratar profissionais para os serviços, avalie quais dentro da própria organização possuem tais perfis. Investir em alguém de dentro pode até ser mais vantajoso, pois ele já é um profissional que conhece a cultura organizacional da empresa. A tendência é que ele seja leal a ela, afinal, todo bom funcionário gosta de provar o seu potencial e retribuir a confiança. 

 

Como se preparar para a Indústria 4.0?


Faça um mapeamento de atividades. Verifique quais trabalhos podem ser automatizados, modernizados e quais mais impactam nos processos. 

Claro que isso vai demandar um certo investimento um tanto rigoroso. Entretanto, caso o plano seja bem feito, crescem as chances de tudo ser rapidamente recuperado. Seu plano pode começar por capacitar sua equipe. Foque em ensiná-los a automatizar tarefas e gerir dados digitais. Também foque em áreas que sejam a especialidade da companhia.

 

Mantenha-se conectado com fornecedores e parceiros que apoiem suas empreitadas. Eles podem ajudar bastante na otimização da sua empresa. Seja fornecendo peças, métodos ou ideias. 

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_QUANDO A MULHER PODE PEDIR  EQUIPARAÇAO SALARIAL?

No Brasil, a trabalhadora ganha quase R$ 550 a menos do que o colega do sexo masculino. O homem continua a ganhar mais do que a mulher. No Brasil, o rendimento médio mensal do trabalhador é de R$ 2.655, enquanto o da trabalhadora é de R$ 2.107. A diferença de R$ 548 foi detectada na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no último trimestre de 2019.

 

Para corrigir a desigualdade, muitas mulheres procuram a justiça. “As queixas mais comuns, que chegam ao escritório, são de colaboradoras que têm o trabalho igual aos outros. Isto é, estão no mesmo cargo, fazem a mesma função, para o mesmo empregador, em uma mesma região, mas recebem menos”, revela a advogada Marcela Menezes, do Posocco & Advogados Associados. 

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Segundo ela, quando fica comprovada a discriminação por motivo de sexo há punição. “O artigo 461, da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), determina o pagamento das diferenças salariais devidas, além de multa em favor da empregada no valor de 50% do limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social”.

 

A advogada informa ainda, que o número de casos e jurisprudência sobre equiparação salarial levou o Tribunal Superior do Trabalho (TST) a criar a Súmula nº 6. Nela estão reunidas as decisões que servem de exemplo para a sociedade e os magistrados.

Requisitos para pedir a igualdade da remuneração

 

- Função: a trabalhadora possui a mesma carreira que o outro funcionário (estabelecida por regulamento interno da empresa, negociação coletiva com o sindicato ou homologada pelo Ministério do Trabalho) ou exerce a mesma função, não importando se os cargos têm, ou não, a mesma denominação;

 

- Desempenho: faz o mesmo trabalho intelectual, as mesmas tarefas, que pode ser avaliado por sua perfeição técnica e produtividade, cuja aferição tem critérios objetivos;

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 - Tempo na função: a diferença do tempo entre as pessoas na função exercida não pode ser superior a dois anos;
     
- Tempo na empresa: a diferença de tempo de serviço entre os colaboradores para o mesmo empregador deve ser de no máximo quatro anos;
     
- Localidade: atua na mesma empresa ou para o mesmo grupo econômico, no mesmo município ou em municípios distintos, desde que, comprovadamente, pertençam à mesma região metropolitana.

 

Além disso, de acordo com a advogada Marcela Menezes, é possível contestar o desnível salarial até quando o colaborador – que ganha mais do que a mulher – tiver sido beneficiado com decisão judicial.

 

Se a trabalhadora deixou a empresa, ela pode recuperar as diferenças salariais vencidas nos últimos cinco anos a contar da data do ajuizamento da ação.

 

“Em todos os casos, o dever de provar os motivos da desigualdade de pagamento é do empregador”, finaliza a profissional do Posocco & Advogados Associados.

 

 

Atendimento à imprensa Posocco & Advogados Associados:
Emanuelle Oliveira
+55 13 99184-8758 | emanuelle.oliveira@gmail.com

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