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Os acontecimentos registrados hoje em Ceuta são descritos por autoridades e pela imprensa internacional como a maior onda migratória já registrada na fronteira entre Marrocos e Espanha.
🕒 Leitura: 6min. Redação GWC. 05 de Agosto de 2026. Leia+
Atualizada em 10/08/2026: A situação em Ceuta estabilizou parcialmente após uma crise migratória massiva, mas a tensão humanitária e política continua alta. A maioria dos dezenas de milhares de migrantes que entraram no enclave espanhol já retornou ao Marrocos.
Atualizado em 02/09/2026. Tensão e protestos: Moradores locais realizam protestos exigindo segurança, higiene e o repatriamento dos migrantes, registrando-se confrontos com a polícia e incidentes em praias onde os imigrantes continuam abrigados.Crise de segurança e criminalidade: Autoridades locais relataram um aumento expressivo nos índices de criminalidade e investigações sobre dezenas de denúncias de agressão sexual na cidade desde o início da onda migratória. Impasse político e repatriação: Cerca de 5 mil migrantes ainda permanecem no enclave espanhol de 18,5 km² (incluindo menores desacompanhados). As autoridades de Ceuta afirmam que a normalidade só retornará com o repatriamento em massa, enquanto o governo espanhol tenta ampliar abrigos e debater medidas de emergência. Repercussão internacional: O primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez apontou desinformação externa na mobilização e a Itália chegou a suspender temporariamente o livre trânsito (acordo de Schengen) relacionado à fronteira com a Espanha devido à crise.
Por que ela é famosa? A ilha abriga a jararaca-ilhoa, uma serpente venenosa que existe apenas nesse local. Qual o grande "segredo" da ilha?
🕒 Leitura: 5min. Redação GWC. Setembro de 2026. Leia+
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CAPÍTULO 1. Da Biblioteca de Alexandria à Inteligência Artificial: A Evolução do Conhecimento Humano.
🕒 Leitura: 5min. Redação GWC. Setembro de 2026. Leia+
TECNOLOGIA
A MAQUINA PODE APRENDER. MAS SERÁ CAPAZ DE LEMBRAR?
Da voz do rádio às respostas da Inteligência Artificial, a humanidade atravessou um século de transformações. Mas existe algo que nenhuma máquina parece possuir: a memória de ter vivido.
Houve um tempo em que uma família se reunia ao redor de um rádio. Não havia internet. Não havia televisão em todas as casas. Não havia celular. A voz que vinha daquele aparelho ocupava a sala e, de certa maneira, entrava para dentro da memória das pessoas.
Para quem nasceu na década de 1930, como meus pais, o rádio fazia parte de uma revolução.
Depois veio a televisão.
E a televisão mudou novamente a maneira como as famílias recebiam informação, acompanhavam acontecimentos e conheciam o mundo.
Eu nasci em 1967 e cresci no meio dessa transformação.
Tenho uma lembrança que parece simples, mas que talvez diga muito sobre uma época: minha avó materna dando boa-noite ao noticiário.
Hoje, para alguém mais jovem, isso pode parecer estranho.
Por que alguém daria "boa-noite" para uma televisão?
Porque naquele tempo a televisão não era apenas uma tela.
Ela fazia parte da casa.
As pessoas criavam uma relação afetiva com aquilo que ouviam e viam.
Nós não apenas recebíamos informações. Nós vivíamos as informações.
Uma música não era apenas um arquivo de áudio.
Era a música que tocava quando alguém se apaixonou.
Uma fotografia não era apenas uma imagem.
Era a lembrança de uma pessoa que talvez já tivesse partido.
Uma carta não era apenas um texto.
Era a letra de alguém que seguramos nas mãos.
Um cheiro podia nos transportar para a casa dos nossos avós.
Uma voz podia fazer alguém voltar à infância.
É aí que começa uma diferença importante entre o ser humano e a máquina.
A máquina pode aprender.
Mas existe uma diferença entre armazenar uma informação e ter vivido aquela experiência.
Uma máquina pode saber o que foi uma infância.
Mas não teve infância.
Pode explicar o que é saudade.
Mas não sentiu saudade da casa onde cresceu.
Pode escrever sobre uma avó.
Mas não teve uma avó esperando por ela na porta.
Pode descrever o cheiro de café feito pela manhã.
Mas nunca sentiu aquele cheiro entrando pela cozinha.
A memória humana é muito mais do que informação.
Quando lembramos de alguém, não recuperamos simplesmente um arquivo.
Recuperamos fragmentos:
Às vezes, uma memória aparece depois de décadas por causa de uma coisa aparentemente insignificante.
É por isso que uma pessoa pode ouvir determinada música aos 60 anos e, durante alguns segundos, voltar aos 15.
Isso é memória.
Não apenas armazenar.
É lembrar.
E talvez esse seja um dos grandes desafios da Inteligência Artificial
Estamos criando máquinas capazes de aprender cada vez mais.
Mas precisamos tomar cuidado para não confundir conhecimento com experiência.
Uma máquina pode ter acesso a milhões de livros sobre a Segunda Guerra Mundial.
Um ser humano pode carregar dentro de si a história contada pelo avô que viveu aquele período.
São coisas completamente diferentes.
O computador possui informação.
O ser humano possui memória, experiência e significado.
Talvez a maior riqueza humana seja justamente aquilo que não pode ser digitalizado
O futuro talvez não seja uma disputa entre homem e máquina
Talvez a questão seja outra.
Até onde queremos deixar as máquinas fazerem aquilo que ainda precisamos fazer como seres humanos?
Podemos deixar a IA calcular:
Mas talvez devamos preservar algumas coisas para nós mesmos:pensar, questionar, imaginar, sentir, lembrar e contar histórias.
Mas talvez devamos preservar algumas coisas para nós mesmos:pensar, questionar, imaginar, sentir, lembrar e contar histórias.
Porque uma máquina pode aprender a história da humanidade. Mas existe uma diferença entre conhecer uma história e ter uma história para lembrar.
E talvez seja justamente aí que esteja a nossa humanidade.
Agora chegou a Inteligência Artificial.
Meus pais nasceram quando o rádio ainda era uma das grandes novidades tecnológicas.
Nos anos 60, uma época em que a televisão começava a ocupar cada vez mais espaço nas casas brasileiras.
Hoje, conversamos com máquinas que podem responder em segundos aquilo que levaria horas para descobrir.
A tecnologia mudou.
O ser humano continua carregando suas memórias.
E talvez essa seja uma das poucas coisas que nenhuma inteligência artificial conseguirá reproduzir completamente:
Não é simplesmente lembrar o que aconteceu. É lembrar como foi viver aquilo.
“_O que significa ser humano quando uma máquina consegue aprender quase tudo sobre nós?”
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